Filha da puta. O mundo viu, não precisa de se redimir, inventar desculpas. A natureza foi comparsa em sua falsidade, dissimulação criou hipóteses, fez brotar situações fantásticas, em que a confiança era questionada. Todavia, deu a maldizer o nosso lar, a nossa vida. Sujou comigo, humilhou e pisoteou um coração loucamente apaixonado, capaz até mesmo de explorar suas ofertas do avesso, de ponta cabeça e mesmo sendo assim te adorando, exaltando como a fonte de vida numa outra vida.
Ah, outra vida. Esta que nunca foi respeitada. Jamais se pensou nas consequência de uma estupidez, uma fragilidade de um ser humano tão diabolicamente feito para destruir. Isso lhe incomoda? Sim. Claro, eis aqui os fatos. Sabe o quanto esta ponta de faca corta os tecidos de meu corpo até hoje?
E depois de tanto pensar, chorar, gritar, doer as lembranças. Afinal, fez do único mecanismo de perpetuação: a memória afetiva e cronológica, outra origem para escapar dentro de todo um ser as artimanhas de sua maior façanha, além da mais brilhante, o perfeito papel vadio de existir.
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