Pensamentos

É utópico dizer que um dia viveremos em uma sociedade sem

disparidades sociais, porém, é real dizer que o homem tenta

mudar o pior?




terça-feira, 27 de setembro de 2011

Poço vazio

Um dia me pediram para imaginar a vida perfeita, aquela que seria desejada por mim em todos os meus sonhos. Não a idealizei da mesma forma como não criei expectativas, já que seria uma perda de tempo, pois os homens fatalmente procuram algo físico e matemático. Jamais humano, dócil e vivo levando ao negar da sua própria natureza, onde teríamos contato sem restrições, apenas entregas e grandes verdades sem toda essa brincadeira chamada ilusão. E lá vai a grande surpresa da noite: o contato NÃO mata!
Toda essa besteira do contato está relacionada com um passado de mentiras e poucas aberturas num campo mágico, com músicas, comidas italianas e uma pitada de calor humano brasileiro, ou talvez algo mais calmo do oriente. Sim, todos os detalhes, todos os complexos fazem parte de uma grande "highway" finita de intolerância com as dúvidas e os questionamentos sobre sua condição de existência que unidos levam ao significado mais próximo do amor hoje: algo finito.
Ao amor depositamos uma esperança de sermos acolhidos e abraçados por algo tão puro e belo que irá nos afastar de nossas vergonhas sendo impossível acreditar na ilusão que é depositada nas expectativas de uma vida. Afinal, se realmente sentimos tudo dito porquê o homem insiste em desvalorizar o sentimento? Pois, não queremos sofrer com mais uma perda: o nosso coração, uma vez que o amor é uma triste maravilha.
E mesmo assim você ainda me vem pedir explicações sobre textos pessimistas e dualistas? Saiba sua resposta através da sua própria experiência de vida. Somos todos assim: desafiados e desafiantes, mas no final seremos sempre uma única coisa que se aproxima de um poço repleto de vazio, já que foi usurpado de nós tudo que era força para continuar. Portanto, um poço vazio ao mesmo tempo que cheio do mais puro...

Um comentário:

  1. Vitor, Ghandi dizia "Toda noite quando durmo, morro. E todo dia quando acordo, renasço." A vida é um eterno morrer e renascer, para aprender a morrer e a nascer de novo. E a cada morte e renascimento, ressurgimos mais fortes, mais intensos e mais sintonizados para com a vida. Mas temos que passar por nossos silêncios e nossos lutos com o devido respeito que eles merecem, pois são através deles que ouvimos o mais fundo e belo que há em nosso coração, que é a morada de nossa alma. E esta, é sábia. Tudo em nosso entorno e o que vivenciamos é para nos levar ao encontro de nós mesmos, e as vezes nosso corpo fica pequeno para tanta alma, não é? Como Baudelaire disse... " Que importa o que possa ser a realidade situada fora de mim, se ela me ajudou a viver, a sentir que sou e o que sou?"

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