Há quem defenda um conto de fadas com o final feliz e o começo trágico somente isso e pronto. Afinal, para que perdemos nosso precioso tempo com as futilidades de todas essas histórias programadas para serem sempre a mesma coisa, quando precisamos de algo inspirador, motivador, algo parecido com uma válvula de escape para a insanidade da vida e suas arestas.
Não quero terminar feliz, mas sim começar bem. Pois, não consigo ver final feliz naquilo que já tentamos construir com desgosto, sem vontade ou paciência para as consequências do nosso empenho no novo projeto.
Sendo assim preciso encontrar nas coisas algo mínimo, tal como um passarinho dançando sobre nossa cabeça e rodeando almas, as quais cheias do mais puro pensar, quase que explodindo de tanto querer e o pouco conseguir quando se fala sobre alcançar a plenitude, seja ela como for. Dessa forma esse pequeno animal com sua arte, sua beleza encanta os meus olhos que tanto querem um brilho para transformar lágrimas em sorrisos, gargalhadas ou docilidades. Não é necessário muito quando se tem pouco, já que qualquer coisa é valiosa.
Quem já teve o privilégio de ter um passarinho em sua existência sabe como é ser invadido pelo seu canto. Ele que entre suas vergonhas encontra um espaço para fazer ali sua morada e ao construir o forte chamado de ninho estabiliza tudo. Ao perder esse ninho ficamos parecidos com algo que é dito nesses versos de Adriana Calcanhoto:
"Nada ficou no lugarEu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua família..."
Embora essa vida seja um jogo de tabuleiros em que muitos perdem e muitos ganham somos todos desafiados e desafiantes. São nessas apresentações íntimas que o homem se mostra como protagonista de uma história muito parecida com os romances, pois no final sempre procuramos à felicidade.
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